Autocuidado em tempos de coronavírus.

É! Em pouco tempo vimos a onda do covid-19 ou coronavírus virar uma pandemia. Já se passaram alguns dias, do dia em que recebemos a notícia de que o novo corona tinha tomado proporções globais. Se essa situação deixou você em estado de alerta, saiba que você não está sozinho. Esse é o sinal que nos ajuda a reconhecer quando precisamos juntar esforços para cuidar da nossa saúde física e emocional. Se você quer manter seu bem-estar psicológico durante a quarentena, mas não sabe muito bem por onde começar, nós vamos ajudar você com isso!


Isolamento

Informação nunca é demais: os fatos sobre o coronavírus!


Você já deve saber que o covid-19 provoca sintomas semelhantes a uma gripe: tosse, febre, falta de ar e dificuldade para respirar. Apenas nos casos mais graves, a infecção causada pelo vírus pode levar à síndrome respiratória aguda grave, pneumonia, insuficiência renal e até a morte.


Seu índice de mortalidade é de 2,1% aproximadamente. Uma porcentagem pequena quando comparada a outras doenças como a febre amarela, que no Brasil chegou ao índice de mortalidade de 30%, apesar de já termos passado de 8.000 mortes.


O problema é que estamos diante de um vírus com alto poder de contágio. Pois é! Segundo dados da OMS, uma pessoa infectada pode contaminar em média 2,5 pessoas.


E já sabemos que as pessoas que não resistem à infecção geralmente estão no seguinte grupo de risco: idosos, pessoas com doenças cardíacas, diabetes, câncer, doenças respiratórias crônicas, hipertensão e imunodepressão.


Coronavírus

O que esses dados querem dizer? Trocando em miúdos, a notícia difícil de digerir é que ele tem altos índices de contágio e que o baixo índice de letalidade não deve ser motivo de despreocupação. E sabe por quê? Porque o contágio de muitas pessoas ao mesmo tempo pode levar à insuficiência de recursos da saúde para dar conta das pessoas que precisem de hospitalização. É aí que entra a consciência de todos em prol de um bem comum.





O que devemos fazer para contribuir?


Siga as recomendações da OMS:


  • - Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e nariz com o braço;

  • - Evitar tocar os olhos, nariz e boca;

  • - Utilizar lenço descartável;

  • - Não compartilhar objetos de uso pessoal;

  • - Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;

  • - Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool 70%;

  • - Pessoas doentes não devem se deslocar;


E não desconsidere os decretos governamentais:


  • Fique em casa, com o mínimo de contato possível com outras pessoas.


E se você conhece alguém que ainda não tenha consciência da necessidade desses cuidados físicos, passe para ela estas informações básicas. Isso certamente irá ajudá-la a entender os riscos que a humanidade está correndo. Mas atenção! Tome cuidado para não criar um estado de pânico generalizado. Isto, além de não contribuir ainda atrapalha.


Quais as possíveis reações psicológicas à pandemia de coronavírus?


Prevenção

Situações de crise e a indicação de isolamento social são situações férteis para o surgimento de reações psicológicas de estresse, depressão, ansiedade e medo.


O medo não é um sentimento desconhecido para nós, humanos mortais, não é mesmo? E quando sabemos interagir com ele somos capazes de criar atitudes que podem nos tirar de situações de risco e preservar a nossa vida. A questão é quando o medo se torna não adaptativo ou paralisante.


De uma forma sintética, reações não adaptativas podem estar relacionadas a um processo de:


Negação: estado no qual as pessoas agem como se nada estivesse acontecendo. Movendo-se sem cuidado, com a justificativa de que a pandemia não é real ou não é uma situação grave, associando-a a uma gripe comum, você se coloca em situação de risco e aumenta o risco das demais pessoas.


E na outra extremidade das reações não adaptativas:


Desespero: quando as pessoas sentem um medo tão intenso que suas capacidades de pensar e refletir ficam prejudicadas ou impossibilitadas momentaneamente, são capazes de ter atitudes que podem prejudicar a saúde e pôr a vida em risco.


Então fique atento! A hora é de cuidarmos de nós mesmos e de quem está ao nosso redor. Por isso, se ligue nas orientações abaixo. Elas te ajudarão a enfrentar este momento de crise.

Como cuidar da sua saúde mental durante a pandemia?


O que precisamos é de uma ventilação emocional, ou seja, atitudes que diminuam a tensão e restabeleçam nossa capacidade de encontrar saídas para as adversidades. Isso mesmo, deixe seus pensamentos e sentimentos respirarem!


O isolamento pode gerar ansiedade e angústia, mas também pode ser entendido como um momento para focar no seu autocuidado; uma oportunidade de restabelecer relações familiares; uma possibilidade de reorganizar seus hábitos e o ambiente onde você vive. Este é um momento de resgate do espírito coletivo da humanidade!


Reconhecendo o potencial deste momento a OMS publicou algumas considerações sobre o período em que a indicação é permanecer o máximo possível em casa. Considerando os pontos levantados pela OMS, construímos alguns itens que podem acordar seu potencial para ressignificar suas compreensões:


Cuidados com o excesso de informação: Informe-se sempre para manter-se em contato com as recomendações dos órgãos de saúde e vigilância sanitária da sua cidade, estado e país. Mas cuidado! Ficar conectado em excesso leva a uma desconexão com os demais aspectos da sua vida que também precisam de cuidado. Lembre-se! A informação saudável é aquela que promove a consciência que leva à prevenção. O restante pode ser excesso.


Cuidados com a saúde emocional de crianças e idosos: não deixe as pessoas sem informações. Mas tenha cuidado! Construa uma maneira de informar as crianças e idosos sobre o que está acontecendo, sem passar informações desnecessárias. Esteja disponível para conversar e esclarecer as dúvidas e as fantasias que possam surgir.


Tolerância com as pessoas infectadas: As pessoas infectadas não são vilões. Podem ter sido infectadas sem que sejam diretamente responsáveis por isso. Não deixe seu medo desconectá-lo das pessoas. Fazemos parte da mesma humanidade que está sofrendo com os impactos da pandemia. Vamos precisar tomar todos os cuidados com o isolamento, mas manter o espírito de solidariedade, compreensão e cuidado mútuo sem preconceitos. Isso vai ajudar você a não se sentir só.


Conscientize-se dos seus medos: Identifique quais são os seus medos. As pessoas estão se referindo ao medo de ser infectadas e de não resistir ao tratamento, levando à morte; medo do isolamento; medo de não receber auxílio quando necessário; medo de perder pessoas próximas; medo da crise econômica; medo de viver uma crise emocional. Se esse é um dos seus medos ou se você sente outro tipo de medo, reconheça-o e converse com alguém da sua confiança sobre ele, buscando reconhecer o que é real e o que pode ser feito para minimizar os riscos. Esta atitude pode minimizar sua tensão emocional.


Expresse seus sentimentos de forma construtiva: escolha alguém confiável para conversar e compartilhe seus sentimentos de ansiedade, seus medos e suas frustrações. Estes são sentimentos que todos estão sentindo em algum grau. Para que sua expressão emocional seja construtiva, você pode buscar ajuda junto à pessoa da sua confiança para pensar em saídas, alternativas ou adaptações para aumentar o seu bem-estar.


Construa uma rotina de autocuidado: Se falamos sempre sobre falta de tempo, agora a questão será o que fazer com o tempo que temos. Não fique muito tempo parado, a menos que realmente esteja relaxando e restabelecendo-se. Reflita sobre o que você quer fazer com seu tempo. Está valendo ler, escrever, estudar online, cozinhar, reorganizar sua casa de forma funcional, fazer atividade física em casa ou ao ar livre. Estes são apenas alguns exemplos, mas que demonstram o quanto há muita coisa para fazer com seu tempo e para isso você precisa de organização


Você faz parte de um grupo!


As pessoas estão com medo, sim, e é fato que todos teremos prejuízos, principalmente econômicos. Mas se soubermos virar a curva do desespero e caminharmos dia após dia em sincronia, higienizando nossas mãos, nossas casas, nossos pensamentos e sentimentos, buscando saídas criativas, estaremos fazendo história. Ou melhor iniciando uma nova história.


Nunca na história vivemos um contágio de solidariedade ainda maior do que o da pandemia. São milhões de pessoas parando suas atividades diárias em prol do bem-estar da humanidade. Isso nos faz pensar que daqui a algum tempo, vamos contar para nossos filhos e netos como foi que a humanidade aprendeu a superar diferenças e a se sentir unida mesmo sem poder se tocar.


Pois é! Carl Rogers tinha razão: “somos todos diferentes e por isso profundamente iguais enquanto condição humana”. É o que temos em comum que nos tirará da solidão e nos ajudará a encontrar saídas superadoras para a crise. Para construir uma ponte para outras pessoas e não nos sentirmos sós, só precisamos reconhecer quem somos.


Este é um momento potencial para transformações pessoais, mas se você estiver sentindo qualquer dificuldade de cuidar das suas emoções e pensamentos de uma forma construtiva, você pode pedir ajuda.


A psicologia está mobilizada disponibilizando consultas psicológicas online. Não deixe que seu estado se agrave, previna-se e utilize esse recurso sempre que sentir necessidade. Nossa equipe estará à disposição!


Maira Flôr Anita Bacellar

Psicóloga Responsável Técnica

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