Sorrir é sempre o melhor remédio.


Você já ouviu falar no ditado “rir é o melhor remédio”? Pois é! Por mais que possamos pensar que não tem como rir em determinadas situações, a expressão não está de todo errada. Quer saber por quê?


Não é de hoje que a gargalhada é considerada um disparo de substâncias que agem no corpo como um analgésico natural. E acreditem, há pesquisas que mostram que uma criança pode rir 300 vezes por dia, enquanto adultos riem em média apenas 20 vezes. E o pior é que suas gargalhadas de hoje fazem toda a diferença para a sua saúde e para suas relações. Uma bela risada traz a leveza que precisamos para enfrentar as dificuldades do dia a dia.


A questão é que não é fácil conseguir um riso espontâneo de alguém que está vendo a vida de um jeito preto e branco. E como se não bastasse, o riso é contagioso. Quanto mais a pessoa ri, mais ela libera endorfina e desencadeia a liberação de substâncias como a dopamina, que é responsável pela sensação de prazer, a serotonina, nos faz sentir importante, e a oxitocina, responsável pela sensação gostosa de um abraço de uma pessoa por quem temos afeto. E quanto maior a liberação dessas substâncias maior a possibilidade de a pessoa sorrir!


Foi com esse conhecimento, que no dia 18 de janeiro de 1995, o médico indiano, Madan Kataria, fundou o primeiro clube do riso do mundo!


Os encontros serviam para provocar boas gargalhadas e assim auxiliar no tratamento de pessoas adoecidas. Sua técnica é usada por mais de 800 grupos de riso no mundo inteiro. É! Parece que estamos precisando de muita ajuda para sorrirmos com a mesa frequência de uma criança.


E por que paramos de rir? Você tem alguma opinião sobre isso? Pois é! Eu fui atrás dessa resposta e sabe o que encontrei? Que já tem um tempo que o mundo adulto associou o riso à irresponsabilidade, infantilidade, desorganização e perda de tempo. Vivemos por muito tempo na era da seriedade como sinônimo de maturidade.


Mas parece que os tempos estão mudando. Não esperamos e nem desejamos mais que o ser humano seja robótico como na época da revolução industrial. Queremos um humano criativo e autêntico. E hoje sabemos que a brincadeira, o riso e o bom humor são ingredientes essenciais para liberação da potência que existe dentro de cada um de nós. São atitudes que aguçam o desenvolvimento de senso crítico e nossa capacidade de refletir. É um estímulo para a imaginação, formação de novas ideias e construção de projetos.


Já dizia Stuart Brown “Nada desperta mais o cérebro do que brincar”. Afinal, é na brincadeira que exploramos nossa plasticidade neural, ousando e criando ideias e novos caminhos.


Pois é! Agora que sabemos como é importante sorrir, que tal descobrir como fazer para o riso acontecer na sua vida por você mesmo? Experimente:


1. Sorrir de si mesmo e dos seus limites: que tal sermos companhias divertidas para nós mesmos? Afinal, passamos 24h do dia conosco! Podemos fazer o papel do amigo que ri das nossas trapalhadas e assim tornar nossa vida mais gostosa de viver! Vai dizer que você nunca tropeçou de bobeira ou se atrapalhou ao contar algo para alguém, e, ainda, saiu com sapatos diferentes nos pés. Sem contar que ao nos relacionarmos com nossos “pecadinhos”, acharemos muito mais divertido lidar com os “pecadinhos” do outro ao invés de exigir perfeição. Até porque pessoas perfeitas não têm graça! Rir de si mesmo mostra humildade, consciência das limitações do ser humano e um distanciamento que permite enfrentar com mais leveza nossas falhas.


2. Acreditar em você mesmo: o fato de rirmos de algo significa que damos conta de lidar com aquilo, ou temos a sensação de que temos condições de lidar com aquilo. E que muitas vezes precisamos de um momento de relaxamento para deixar nossa mente fluir e a criatividade mostrar sua potência! É assim que encontramos a saída que precisávamos para lidar com uma situação. Com autoconfiança encontraremos o caminho para viver o que for preciso. E se não escolhermos a melhor saída de todas, ainda é possível que ela vire uma ótima história para rirmos no futuro de nós mesmos, depois de descobrirmos saídas melhores.


3. Compartilhar seus momentos com quem está ao seu lado: você já viveu a sensação de compartilhar uma gargalhada com quem está ao seu lado e depois olhar nos olhos de quem riu com você? Ali se faz um laço imediato de entrega a relações. Viver armado não te dá a possibilidade de viver uma experiência como essa. E aquela sensação de falar algo engraçado e muitas pessoas rirem com você? Nossa, parece que fazemos o bem para aquelas pessoas! E fazemos mesmo! Sabe a corrente do bem? São ações que se transformam numa rede de boas ações. Certamente as pessoas que riram sairão de perto de você mais leves e talvez levando o riso para outras pessoas. Ou ainda conhecem a revolução dos 25%? Se 25% das pessoas adotarem um assunto a possibilidade de esse assunto virar da massa é grande. É isso mesmo, o riso é contagiante e se potencializa quando compartilhado! Sabe por quê?


Porque somos seres sociais e empáticos, temos neurônios espelhos que nos fazem copiar ações de outras pessoas. Se qualquer estado de humor pode ser contagiante, porque o riso não teria o mesmo poder, não é mesmo? Então, vamos fazer assim, troquemos caras amarradas por boas gargalhadas! Hehe! Que tal você ser aquela pessoa que contagia, e que causa essa sensação deliciosa de um sorriso solto, livre e sincero, que vem do nada, como dizia Clarice Lispector.


E caso você encontre dificuldade para fazer-se rir, conte conosco, estaremos por aqui para ajudá-lo a encontrar-se com seu riso verdadeiro.



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Doralina Marcon

Psicóloga

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