Suicídio: é preciso prevenir para não remediar


O mês de setembro chegou! E por aqui continuamos fazendo parte do movimento que reúne psicólogos, psiquiatras e a sociedade em geral para debater, discutir e informar a população sobre a prevenção do suicídio.


E você sabe por que estamos tão preocupados com esta temática? Porque o índice de suicídio vem aumentando tanto, que já tem um tempo que deixamos de considerar esse tipo de comportamento como uma situação pontual e passamos a reconhecê-la como um assunto de saúde pública.


Pois é! A situação está realmente crítica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atingimos a marca de mais de 800 mil pessoas cometendo o suicídio durante o ano. Isto equivale a uma morte a cada 40 segundos. E o pior de tudo isso é que esses dados não incluem os atos não registrados e as várias tentativas que acontecem durante o ano. Saber disso chega a dar um aperto no peito, não é mesmo?


E ainda tem mais! É muito sofrido saber que mais de 50% das pessoas que cometeram o suicídio, não procuraram ajuda profissional e anunciaram para familiares e amigos a intenção de tirar a sua vida na semana anterior. Puxa! É tão difícil conviver com essa informação! É! Saber disso nos faz perguntar: O que deixamos de fazer para ajudá-las a se ajudarem?Infelizmente, depois do fato consumado não temos mais nada a fazer. Só nos resta amargar a dor e correr para remediar o ocorrido.


Isso quer dizer que precisamos aprender a prevenir para não remediar. Que tal acender o sinal amarelo em prol da vida e unirmos esforços para criarmos estratégias de prevenção que impactem os comportamentos geradores do ato suicida?

E o primeiro passo para isto é estarmos atentos às atitudes, muitas vezes veladas, que podem levar ao suicídio. Fique de olho e cuide das pessoas que apresentam os comportamentos abaixo:

  • Autolesão: Conhecida por muitos como automutilação é caracterizada pelo dano físico causado a si mesmo em partes do corpo possíveis de serem escondidas, sem intenção de morrer. Fazem isso para se punir, reduzir a tensão ou minimizar acontecimentos adversos e indesejáveis. Apesar dessa atitude não ter relação direta com a de um suicida, é possível que essas pessoas apresentem ideação e outras atitudes que justifique uma tentativa de suicídio no futuro.

  • Ideação suicida: são ideias ou pensamentos sobre o processo de morrer, estar morto e se matar. Em muitos casos a ideação não se transforma em ato, mas precisamos considerar que quanto maior a frequência maior será o risco de suicídio.

  • Tentativa de suicídio: é caracterizado pela atitude autolesiva, planejada ou impulsiva, com intenção de se matar. As repetições das tentativas podem gerar aumento da intensidade da autolesão.


Você percebeu que estes itens formam uma sequência evolutiva de atitudes que podem levar ao suicídio? Essa trajetória começa pelo pensamento suicida. Aquela ideia que vai fazendo a morte crescer dentro de nós. Mais adiante a ideia é apresentada para o mundo em tom de ameaça e passam a fazer parte do dia a dia frase do tipo: eu preferia estar morto, “não aguento mais viver”, “eu não posso fazer nada”, “eu não aguento mais”, “eu sou um perdedor e um peso para o outro” e “os outros serão mais felizes sem mim”.


Logo a convivência com a ideação e ameaça vai dando espaço para elaboração do plano suicida. Nele encontraremos o quando, onde e como a pessoa está pensando em cometer o suicídio. E como os nossos planos foram feitos para serem colocados em prática, as chances das pessoas tentarem tirar a própria vida neste momento do processo, aumenta muito.


Bem! Se elas tentarem e não conseguirem, aí mesmo que vamos precisar redobrar as nossas atenções. Sabe por quê? Porque as chances de tentarem novamente e de uma forma mais elaborada são grandes. Segundo o Ministério da Saúde, “uma tentativa anterior é o maior fator de risco para o suicídio, sendo que o perigo é maior durante os primeiros meses e anos após a tentativa tende a diminuir ao longo do tempo”.


Pois é! Conhecer essa sequência nos ajuda a perceber quem de nós está passando por uma experiência como essa e, percebendo, podemos ajudar a prevenir. Fique atento! Ajude a pessoa a procurar ajuda de um profissional. Nós estaremos aqui para encontrar saídas que sejam em prol da vida. Afinal, viver é sempre a melhor opção.



Quer ler mais sobre suicídio? Acesse nossos outros blogs:

"13 Reasons Why" para viver


Vamos conversar sobre Hannah Baker?

Anita Bacellar

Responsável Técnica

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