Depressão: o humano do séc. XXI em busca de si mesmo


Nos últimos meses tenho procurado respostas para o aumento desenfreado da depressão, da ansiedade e da angústia no nosso século. Fui atrás de uma resposta que pudesse acalmar as minhas inquietações. E olhem só o que eu achei!


Muitas respostas já faziam parte do meu repertório: conceitos, dados estatísticos, diagnóstico, tratamentos, orientações e formas de prevenção. Eu mesmo escrevi um blog sobre isso tempos atrás intitulado “Depressão: do colorido aos diferentes tons de cinza”.


É claro que saber sobre tudo isso nos faz entender o que as pessoas vivem quando passam por esses sofrimentos e como podemos ajudá-las, mas não nos ajuda a compreender porque estamos cada vez mais vulneráveis a esses tipos de sofrimento.


Minhas aflições me levaram a revisitar os dados estatísticos. Fiquei pensando que uma atitude como esta poderia me ajudar a sair da mesmice. E foi aí que me saltou aos olhos o fato de que pouco se fala sobre os possíveis motivos dessa aceleração desenfreada.


Afinal, porque será que tivemos uma aumento de 18,4% de pessoas diagnosticadas com Depressão no período de 2005 a 2015, responsável por elevar a prevalência para 4,4% da população mundial? Por que o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina, além de ser recordista mundial em transtorno de ansiedade? Por que a depressão é a segunda causa de morte por suicídio entre as pessoas com idade de 15 a 29 anos?


Informações difíceis de serem digeridas como essas aumentam a minha preocupação com a humanidade e me instiga a perguntar: Que acontecimentos justificariam um aumento tão substancial desse índice nas últimas décadas?


Depois de me inteirar sobre o assunto cheguei à conclusão de que uma boa resposta para essa pergunta pode ser: nosso mundo mudou. Não vivemos mais no mesmo mundo de 20 anos atrás. E a velocidade com que se deu a reconfiguração foi tão intensa que muitos de nós ainda não conseguiram interagir com as mudanças e atualizar a si mesmos por si só.



Pois é! Há quem diga que a humanidade nunca passou por tantas mudanças como as que estamos vivendo no nosso século. Foi nele que vimos o surgimento do iPhone, a explosão da capacidade de armazenamento do computador, a ponto de colocar a “big data” a alcance de muitos; a abertura de acesso ao Facebook e a ascensão do Twitter com seu microespaço para postagem de informação.


Foi nesse período também que aplicativos como Airbnb e Uber chegaram para facilitar e baratear a nossa vida nos centros urbanos. E não paramos por aí! Continuamos a inovar: energia solar, energia eólica, biocombustíveis, lâmpadas LED, automóveis elétricos, entre tantas outras inovações humanas. E o Instagram, o que dizer sobre a influência dessa rede nos relacionamentos sociais?


É! Nosso mundo mudou mesmo e as novidades que estão por vir não teremos como evitar. Então, se quisermos diminuir nosso sofrimento emocional, vamos precisar aprender a nos adaptar. Abandonar velhos hábitos e nos abrir para o novo ciente de que quem comandará esta história não será a quantidade de erros e acertos, e sim a nossa capacidade de enfrentar os eventos adversos e desadaptadores, com vias à superação. Só assim conseguiremos aproveitar ao máximo os benefícios da aceleração e teremos condições de minimizar os impactos mais severos.


Mas não seria essa uma das maiores dificuldades de quem sofre os efeitos da depressão, da ansiedade e da angústia?


E se essas ideias, de algum jeito, fizeram sentido para você, conte conosco para facilitar a aquisição dessas novas aprendizagens.



Quer entender melhor essas mudanças que estão acontecendo no século XXI, então acesse o e-book "Os segredos da inovação e da conexão humana no séc. XXI”.


Anita Bacellar

Responsável Técnica

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