Quero ter um filho! E agora?


Você já pensou sobre ter ou não ter filhos? Imaginamos que, independente da fase da vida em que você esteja, já deve ter pensado ou conversado com alguém sobre esta possibilidade. A questão é que a vida agitada de hoje, cheia de desafios e responsabilidades, faz com que as pessoas queiram programar um projeto tão grandioso como esse, para o momento mais adequado de suas vidas.


Mas, quanto tempo temos para decidir se vamos ter ou não filhos? Como saber se o plano será seguro e que não perderemos o bonde? Difícil de responder essas perguntas, não é mesmo? Pois bem! Saiba que você não está sozinho nessa!


Se você esteve ou está envolvido em uma tomada de decisão como essa sabe que nem sempre a escolha de ter um filho acontece no melhor momento da vida. E quando acrescentamos a tudo isso o limite do relógio biológico feminino, aí sim, a situação fica muito crítica.


Numa hora como essa, é muito difícil que o casal não se envolva em cálculos financeiros, reflita sobre seu estilo de vida e repense a sua carreira profissional. E sabem porquê? Porque de uma forma ou de outra sabemos que o tempo não para.


Bem! E se depois de tudo isso o casal finalmente escolhe ter um filho e ele não vem? Medos, ansiedades e dúvidas voltam a assombrar a vida do casal que passa a se perguntar:


Até quando devemos esperar por uma gravidez de forma natural? Com quem está a dificuldade de engravidar? Qual o motivo? Será que a causa tem solução? Será que estamos prontos para passar por um processo de investigação, custe o que custar?


É! É preciso coragem e persistência para viver a rotina de exames, lidar com um eventual preconceito quanto à virilidade masculina e com os efeitos hormonais femininos após o uso de medicações para induzir ovulação. E tudo isso sem falar na possibilidade dos momentos íntimos do casal ficarem reduzidos aos períodos sinalizados como férteis.


E para muitos casais a jornada não termina com a chegada de um resultado positivo no exame de sangue. Ainda existe a possibilidade da gravidez ser interrompida espontaneamente e sem causas evidentes. O que fazer para não deixar que o medo de uma repetição passe a fazer parte da vida do casal?


Sabemos que as variáveis são muitas e que algumas aprendizagens podem facilitar a superação desses momentos. Vamos a elas!


1. Prepare-se para interagir com todas as possibilidades: A chegada de um filho é uma das circunstâncias da vida da qual não temos controle e nem teremos a certeza se acontecerá. Acolha diversas possibilidades, até mesmo aquelas contrárias ao planejado. Ter esta clareza, por mais dura que seja, pode ajudar você a se reconhecer diante das adversidades da vida e de aprender como lidar com as frustrações.


2. Identifique outras alternativas: O avanço da medicina, com diversas técnicas para auxílio no processo de reprodução humana, tem beneficiado alguns casais, embora os custos de alguns tratamentos mais sofisticados não sejam acessíveis para a maior parte da população. Mesmo assim, não há também como saber se o procedimento terá o resultado esperado. Se você pensar em adotar uma criança, considere também a angústia da espera, pois os processos levam tempo.


3. Perceba-se na relação com seu parceiro(a): Pratique a empatia considerando que cada pessoa vivencia as circunstâncias da vida de formas diferentes. Não faz sentido julgar seu parceiro(a) por atitudes e reações diferentes das suas. Afinal, esta pessoa está com você desde o início, vivendo isso tudo junto, cada qual com sua subjetividade!


4. Compartilhe sua vivência: ao mostrar-se vulnerável você pode se surpreender com a revelação de muitas pessoas que já vivenciaram algo no mesmo sentido. Descarte a sensação de que só acontece com você e considere a possibilidade de construir relações interpessoais mais próximas e humanizadas.


Enfim, é preciso seguir com ou sem filhos. Aliás, podemos até ser surpreendidos quando nos permitimos seguir no fluxo da vida.


E sabe o que mais? Junto com a alegria da chegada de um filho natural ou de coração, o casal pode se dar conta de um potencial muito maior do que imaginava ter para viver! Afinal, quando chega ou nasce um filho, inicia-se uma jornada de descobertas numa experiência única e repleta de desafios e possibilidades de desenvolvimento para todos.


Se você está com dificuldades para lidar com sentimentos oriundos do processo de tornar-se pai ou mãe, seja em qualquer fase ou forma de se esperar um filho, nós temos profissionais especializados que podem ajudar você (s) nesta caminhada.


Marinuta Cattoni Anita Bacellar

Psicóloga Responsável Técnica

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