Vivendo e aprendendo com as tragédias anunciadas


Como as notícias da última semana afetaram a sua vida? Duas sequências de assassinatos em escola e a invasão da boneca Momo nos vídeos infantis online são motivos mais do que suficientes para ligarmos o botão de alerta e sairmos em busca de novas saídas para o que já se tornou um velho problema.


Infelizmente, as tragédias já invadiram vários setores da vida. Estamos sendo atingidos por crimes ambientais, catástrofes naturais, incêndios e violência de todos os tipos. Perdemos vidas, extinguiram-se espécies, queimaram-se histórias e, como se não bastasse tudo isso, nossas crianças e adolescentes também correm riscos quando estão assistindo os inocentes vídeos infantis online. Como saber de tudo isso sem se deixar afetar pela sensação de perigo iminente? É quase impossível, não é mesmo?


É! Acontecimentos como esse nos dizem que precisamos ampliar nosso campo de visão. Precisamos aprender andar na rua olhando ao redor, dirigir prestando atenção na pessoa que está dirigindo o carro ao lado e participar de um evento avaliando as saídas de emergência. Afinal, ninguém está livre de uma agressão desmedida, um motorista intempestivo ou um caos no meio da multidão.


Os últimos acontecimentos tiraram as tragédias, catástrofes e ameaças do campo da imaginação e das possibilidades e as transportaram para o campo real das probabilidades. E esse cenário tem nos levado a pensar: O que podemos fazer quando uma tragédia ameaça bater na nossa porta?


Então, veja o que você pode fazer por você mesmo e pelas pessoas que estão ao seu redor:


1. Tenha atitudes preventivas e protetivas: quantas vezes você já se viu em situações em que poderia ter protegido a si mesmo e as pessoas que ama e não fez porque não enxergou o perigo? A forma como as nossas crianças e adolescentes estão usando a internet é um bom exemplo disso. Muitos de nós ainda estão abalados com o ocorrido em uma escola de São Paulo e da Flórida na última semana. Duas tragédias seguidas. Um dia, depois do outro. Não tem como não se preocupar, não é mesmo? Parece que a cada dia que passa a utilização de jogos que incitam à violência e o suicídio estão ocupando um espaço cada vez maior no nosso dia a dia. Agir de forma preventiva e protetiva pode ser uma boa saída. E para isso acontecer, é fundamental observar, monitorar e orientar nossas crianças e adolescentes quanto aos conteúdos inapropriados e uso indevido da internet. Somente dessa forma seremos capazes de proteger nossos filhos, aprendizes, afilhados, sobrinhos e netos das tragédias anunciadas.


2. Fique atento aos sinais: sabe aquela sensação estranha que aparece do nada? E que muitas vezes achamos que é uma bobagem? Pois bem! Na maioria das vezes não é. Muito pelo contrário. Ela pode ser uma intuição que merece toda a nossa atenção e consideração. E sabe por quê? Porque as nossas percepções captam mais informações do que a nossa mente é capaz de registrar e as nossas sensações são capazes de anunciar um elemento da experiência que ainda não foi plenamente clarificado. O problema é que não estamos acostumados a ficar atento aos sinais. A questão é que quanto mais conscientes e atentos estivermos na realidade, maior a possibilidade de identificarmos invasões semelhantes à da boneca Momo nos vídeos inocentes infantis. É claro que não podemos desconsiderar que o feito foi inédito, mas não podemos fechar os olhos para o fato de que a internet ainda não oferece sistemas de proteção seguros. Por isso, não podemos relaxar. Nossas crianças e adolescentes precisam da atenção, monitoramento e orientação de um adulto que possa cumprir a sua missão com determinação, acolhimento e consideração.


3. Faça planos de contingência: infelizmente, não conseguiremos evitar todos os acontecimentos adversos. Mas mesmo depois da sua chegada, ainda teremos o que fazer. Vamos precisar nos esforçarmos para minimizar os prejuízos. Então...


  • - Cuide das suas necessidades físicas básicas e imediatas. Esses cuidados são fundamentais para ajudá-loa viver o impacto inicial;

  • - Procure entender o que aconteceu. É comum ficarmos desorientados devido às circunstâncias. Quanto mais percepções você tiver sobre o ocorrido, maior a possibilidade de interagir com a realidade, sem distorções;

  • - Busque informações com pessoas e profissionais da sua confiança para compreender a situação de forma mais ampliada;

  • - Este é o momento de olhar para os danos que o acontecimento causou. Fazer esse reconhecimento pode ser doloroso, mas não fazê-lo pode prejudicar sua elaboração;

  • - Identifique quais são os recursos que você tem disponíveis no momento;

  • - Por fim, avalie que tipo de ajuda você precisa e


Lembre-se! Você não precisa fazer isso sozinho. Busque sua rede de apoio e profissionais qualificados para ajudá-lo nessas circunstâncias. (Saiba mais em: Os benefícios de uma consulta psicológica).


Acredite! A humanidade é potente para encontrar formas de se proteger e se desenvolver, mesmo diante das situações adversas. Precisamos e podemos nos sentir mais preparados para lidar com as adversidades! Se você viveu uma tragédia ou uma ameaça e precisa de ajuda, ou gostaria de se prevenir, nossa equipe estará à sua disposição.



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Maira Flôr Anita Bacellar

Psicóloga Responsável Técnica

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