Viver sem pânico, é possível!

Você já sentiu, em algum momento da sua vida, uma sensação de perigo iminente mesmo sem estar vendo que perigo é esse? Nesses momentos, nosso coração dispara, o corpo é dominado por um suor gelado e somos capazes de sentir o tremor de cada músculo do nosso corpo. A sensação de que estamos perdendo o controle se faz presente, e o desespero vai se instalando até chegar no ponto de sentirmos náusea, tontura e uma dor de cabeça paralisante. Que vivência forte, não acham?

Pois é! Tudo isso é um pouco do que podemos sentir quando vivemos uma crise de pânico. Mas o que leva alguém a entrar em desespero tão intenso sem ter um motivo aparente?


Se você já passou por essa experiência, sabe que, na hora da "crise", o que mais assusta é a intensidade da sensação de impotência. Ela é tão forte que nos faz ter a impressão de que algo muito ameaçador está por vir. O fato de nossos olhos não localizarem o que é e de onde vem, não ajuda em nada. Afinal, não é possível que o nosso corpo esteja produzindo essas sensações horrorosas em vão, não é?


É possível que, antes de chegar nesse ponto, você tenha passado por cima de muitos medos e ansiedades. Porque, na maioria das vezes, dizemos para nós mesmos: Ah! Não era nada! E seguimos adiante como se nada tivesse acontecido.


O problema é que de tanto fazer de conta que está tudo bem, passamos a evitar tudo que possa ser sentido como ameaçador e, como consequência, escolhemos viver a vida como um caminho reto, com o mínimo de curvas possível, para evitar que nossos olhos deixem de ver o que estar por vir. Doce ilusão!


Dominados pelo medo de não sabermos o que fazer com o imprevisível, perdemos a liberdade de ir onde quisermos, a coragem de caminhar pelo obscuro e congelamos a nossa capacidade de criar diante do novo. E nesse ponto nos resta perguntar: onde está o nosso poder de gerenciar o que sentimos? O que precisamos fazer para resgatar o controle de nós mesmos?


Pois bem! Vamos precisar reaprender a não deixar os pequenos medos nos aprisionarem na zona de conforto. Isso mesmo! A zona de conforto é a nossa prisão. Quanto mais nos deixarmos dominar pelo medo, mais medo teremos de enfrentar o que está por vir.


Sabem aquela frase “vai com medo mesmo?”. É disso que estamos falando. Encarar nossos pequenos medos, nos faz ter coragem para enfrentar os grandes. Colocar a mão na massa, trabalhar em cima de algo por horas, caminhar e fazer a vida acontecer, nos faz reconhecer que temos uma potência criativa absurda para superar os obstáculos da vida.


Por isso, prove para você mesmo que sabe viver. Como? Fazendo a vida acontecer. Só assim você vai descobrir que é possível. Vamos lá!

Doralina Marcon Anita Bacellar

Psicóloga Responsável Técnica

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