Vergonha: um sentimento inocente que toma conta da gente.


Você já sentiu vergonha alguma vez na vida? Já experimentou aquela sensação de ficar com o rosto avermelhado e um sorriso sem graça? E aquela vontade de se esconder embaixo das cobertas para que ninguém te veja? Você já viveu isso?

Você irá concordar que estamos falando de um sentimento que, aos olhos do outro, pode até parecer fofinho e nos lembrar de uma criança encabulada que se esconde atrás da perna da mãe. Mas se você já sentiu vergonha em algum momento da sua vida, provavelmente, sabe que ele não é tão doce quanto parece ser.


Muito pelo contrário, quando a vergonha bate na nossa porta, nos sentimos indignos, temos medo de sermos desonrados pelo outro e a sensação de que nosso poder pessoal desceu ralo abaixo. Sentir isso não é nada agradável, não é mesmo? E essa vergonha, aparentemente bonitinha, despretensiosa e sem riscos para criança, pode gerar consequências desagradáveis na vida adulta. Você quer saber como?


Pois bem! Desde pequenos somos ensinados a ter vergonha de algumas coisas que fazemos. De alguma forma aprendemos a sentir vergonha de alguns comportamentos ou de algumas expressões que nos representam, a tal ponto que passamos a ter vergonha de sermos quem somos. E daí para frente a vergonha nos fará acreditar que o nosso jeito de ser é passível de julgamentos morais desvalorizadores. Você sabe do que estamos falando? Estamos falando daqueles julgamentos que nos fazem acreditar que não somos nem bons, nem bonitos do jeito que somos. Eles vão sendo cultivados dentro de nós, um a um, até nos tornarmos pássaros presos em gaiolas da vergonha.


E o pior de tudo isso? É que não são as outras pessoas que nos aprisionam dentro dessas gaiolas. Nós mesmos fechamos a porta da gaiola e jogamos a chave fora para não corrermos o risco de sair da gaiola e perdermos pessoas queridas por causa dos nossos sentimentos, pensamentos e comportamentos vergonhosos.

Puxa, olha só no que aquela “vergoinha” de criança nos transformou! Em adultos paralisados, que não sabem conviver consigo mesmos e com o que são. Deixamos de conviver com o que temos de melhor e passamos a interagir com os nossos “pecadinhos”, como se fossem as piores coisas do mundo. Aos poucos e sorrateiramente vamos parando de expressar quem somos e nos tornamos pessoas pouco confiáveis para nós mesmos e para o outro.


Nossa! Desse jeito como vamos encontrar saídas criativas para os problemas da vida? Como vamos usar a melhor parte de nós mesmos?


Algumas vezes, pessoas especiais tentam nos mostrar a beleza de sermos nós mesmos, mas não conseguimos confiar. É perigoso demais! Parece mais seguro fecharmos a porta da gaiola quando alguém se aproxima de quem somos. Parece mais oportuno não permitir que as pessoas conheçam as partes que consideramos “vergonhosas".


Mas se olharmos para quem somos, reconhecendo o que nos causa vergonha, vamos descobrir que muitas dessas raízes não são limitações permanentes e sim habilidades que não foram desenvolvidas. E se nos abrirmos para conviver com as nossas imperfeições somos capazes de transformar limites em ideias criativas e inovadoras, desconfiança em confiança e vergonha em aprendizagem.


Anita Bacellar Doralina Marcon Maira Flôr

Responsável Técnica Psicóloga Psicóloga

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