Como usar a expressão de si mesmo a seu favor?


Se você quer conhecer uma pessoa,

apenas OLHE para ela,

não para você!

O resultado desta experiência será você.

Alguma vez você já tentou expressar sua opinião sobre algum assunto e foi entendida de forma completamente equivocada, a ponto de precisar rever o que disse e duvidar de si mesmo?


Pois bem, isso é mais comum do que você imagina. Infelizmente, muitos de nós entendem o que ouvem com base na sua forma de perceber a realidade e são capazes de ficar violentos se arriscarmos apresentar uma outra maneira e compreender e interagir com os fatos.


E o pior de tudo isso é que as consequências não são pequenas. Se decidirmos virar as costas para a incompreensão e seguir adiante como se nada tivesse acontecido, corremos o risco de abafar a nossa existência. Se, por outro lado, ficarmos para tentar corrigir as percepções distorcidas, nos arriscamos a ter nossa existência destruída. Parece um beco sem saída, mas não é?


Vem desabrochando, silenciosamente, um terceiro jeito de ser e de agir, que não se encontra em nenhum dos lados do conflito, e que foi chamado por Carl Rogers de pessoas emergentes.


Estamos falando de pessoas que deixaram de lado as discussões que não levam a lugar nenhum, para se dedicarem à difícil arte de encontrar as características pessoais que desenvolvem a melhor parte de nós mesmos; que refletem sobre suas experiências e transformam seus pensamentos em novas e significativas aprendizagens; além de estarem dispostas a abrirem-se para novos conhecimentos e para as incertezas do mundo, por acreditarem que viver é um processo de mudança constante.


O mais interessante de tudo isso é que essas pessoas, não tão raras como poderíamos imaginar, emergem de todas as partes, criando saídas simples para problemas complicados, reconhecendo a importância da gentileza e ­­com atitudes de generosidade.


Eis um jeito profundamente contagiante de ser! Quando nos apercebemos dele, queremos estar por perto para compartilhar experiências, conversar de forma leve e despretensiosa e, quem sabe, descobrir novos caminhos rumo à autonomia.


Tudo indica que estamos diante de uma nova forma de expressão. Aquela que não se caracteriza por ser forte em si, mas pelo uso correto da força, como diria Beecher. Uma força que não se expressa no grito ou na luta direta, mas em uma saída sábia e criativa, que se afasta dos holofotes do ringue para garantir a expressão de um movimento que segue tocando e despertando a potencialidade humana que existe em cada um de nós.


Temos motivos para acreditar que esta é uma força fluida como a água e forte como o diamante que, alinhada à natureza, observa a vida acontecer e reconhece que a potência humana quer ressurgir do solo enlameado, como uma bela e resistente flor de lótus.


Maira Flôr Anita Bacellar

Psicóloga Responsável Técnica

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