Work, work, work, work, work... Trabalho: tortura ou realização?


Se existe um assunto no qual penso constantemente é o trabalho. Não só me questionando sobre como tenho conduzido esse tema na minha vida, mas sobre o papel que ele exerce no dia a dia de todas as pessoas. Nascemos e já somos direcionados a escolher nossa área de atuação, estudamos para chegar à fase profissionalmente ativa, passamos a vida adulta trabalhando e rezamos por uma aposentaria que, quando chega, nos vemos perdidos sem saber o que fazer com ela.


Andei pesquisando a origem da palavra trabalho pelo Google e me assustei, ela está ligada à origem da palavra tortura. Pesado, não acham? Isso me faz passear por uma das minhas percepções, do quanto as pessoas oscilam entre serem felizes somente nos finais de semana e férias e se estressam no restante do tempo. Mas qual o sentido que muitas pessoas têm construído do trabalho para si?


Antigamente existiam poucas profissões, pelo menos em comparação com hoje. Parece que o trabalho tem sido repensado como profissão, enquanto áreas de atuação desprendidas de uma formação acadêmica clássica vêm surgindo. Chego a me surpreender com tantas possibilidades! Parece que a cada ano, com a globalização e o desenvolvimento intelectual, mais novos ofícios aparecem, dando a sensação de que não importa como as pessoas são, há mercado para realmente todo mundo. E de forma produtiva, trabalhando!


A última surpresa que tive sobre isso foi em um Congresso de Neurociência onde foi apresentada uma empresa de TI que contrata apenas autistas, pelas características do trabalho que realizam, como processamento de detalhes e pensamento concreto. Isso só comprova que é mesmo possível encontrar realização com as nossas potencialidades! Mas não parece ser assim que as pessoas veem o trabalho, parece apenas uma forma de cumprir compromisso, tudo isso para casar, ter casa, viajar e sustentar filhos, mas na maior parte do tempo estão naquela atividade para cumprir tabela...

E mais uma vez sinto o quanto podemos nos perder em vidas programadas, sem encontrar nossas potencialidades. Quantas pessoas eu conheço e não as vejo usar o melhor de si, e, pior, nem percebem qual o seu melhor! Eu mesma corri esse risco. Tive que desmanchar ideais sobre o que eu queria ser e me disponibilizar para não ter a vida que programei, mas a vida que faço existir a partir de quem sou.


Para chegar perto do nosso melhor, precisamos nos rever, sermos ativos e criativos na vida. E muitas vezes precisamos até de mais happy hour aproveitando esses momentos ter novas ideias e novos caminhos relacionados ao sobre o trabalho. Palavra que deixa definitivamente de ter essa definição de tortura e passa a ser só mais uma parte de mim, como todas as outras que existem ao mesmo tempo. Sinto o quanto as pessoas desejam se realizar em qualquer coisa que façam e me pergunto por que não se realizam no trabalho? Da minha parte, tenho me dedicado a construir uma vida com sentido em todas as áreas, sem esperar momentos de folga para isso. E você?

Doralina Marcon

Psicóloga


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